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Startup Thinking – Como saber se esta preparado para fazer uma Startup

Ter Startup Thinking ou Pensamento de Startup é muito importante para os empreendedores que querem entrar no mundo de Startups e até mesmo quem trabalha na área de inovação ou quer inovar.

Antes de tudo, se ainda não leu nosso post sobre “O que é uma Startup?”, vai lá dar uma olhadinha porque vamos precisar de alguns conceitos de lá para discutir sobre Startup Thinking aqui.

O Mindset

Querer ter uma Startup é querer ser inovador, exponencialmente repetível e escalável e saber lidar com incertezas, esses são conceitos simples de ser explicados, porém muito difíceis de ser executado.

Ter Startup Thinking é saber das dificuldades do processo de desenvolvimento de uma Startup e estar disposto a enfrentar tudo isso e ter vontade de ser muito grande, de atingir a maior parte do mercado e ter o maior valuation possível. Os empreendedores de Startups são aqueles que querem construir impérios, causar grandes impactos, mudar a visão das pessoas e também ganhar muito dinheiro.

Este mindset faz com que o empreendedor de Startup além de não simplesmente aceitar conceitos já pré-estabelecidos, cria novas formas de tocar seu negócio.
Por exemplo:

O Produto não importa, o que importa é o que o cliente quer!

As Startups veem o produto como forma de validar e entender seu público, validar a melhor forma de cobrança, entender os processos para otimizar sua operação e acima de tudo entregar valor aos seus clientes, isso é o que chamamos de proposta de valor, a forma como entregamos e atendendo ao Job to Be Done do cliente.

Já para muitas empresas tradicionais é muito comum que elas esqueçam as necessidades dos clientes e focam no produto, isso as deixa míope na hora de satisfazer seus clientes e deixa abertura para outras empresas que entenderam o Job to Be Done “abocanharem” seu mercado.

Marketing Reverso, comece de onde precisa

Em um funil de vendas convencional, resumidamente, o processo funciona da seguinte forma:

  1. Topo do funil (ToFu): onde há uma grande quantidade de possíveis clientes;
  2. Meio do Funil (MoFu): identificar o leads, qualificá-los;
  3. Fundo do Funil (BoFu): tornar os lead qualificados em oportunidades e então realizar a venda.

Por se ter muitas incertezas no modelo de negócio, as Startups não sabem exatamente quem é seu cliente, por isso não se sabe quem está no topo do funil.

É por isso que em vez de começar pelo topo do funil, as Startups começam pelo fundo, este processo é o que chamamos de funil invertido, justamente por não saber o perfil do comprador, a Startup segue o seguinte fluxo:

  1. Venda Direta: realiza a vendas;
  2. Recorrência / Customer Success: tenta realizar recorrência das vendas;
  3. Venda Estruturada / Qualificação: identifica padrões nos compradores e qualifica os leads;
  4. Marketing: agora com perfil de comprador identificado, realiza marketing para gerar volume nas vendas e aumentar a boca do funil;
  5. Otimização de Funil: Refinar as 4 fases anteriores e tratar os gargalos do processo.

Dream Team!

As Startups quando vão procurar pessoas para trabalhar em seu negócio, não buscam somente competências técnicas, geralmente buscam parceiros, pessoas que irão agregar ao negócio e as soft skills acabam sendo mais importantes que as hard skills.

O relacionamento entre os sócios e os demais colaboradores é mais próximo, e a gestão é horizontal, por isso não existem barreiras de comunicações, desta forma a cultura da empresa e seus valores não se perdem no meio das hierarquias e estruturas rígidas e verticalizadas.

Para a Startup isso é muito importante pois ela precisa estar sempre validando e pivotando seu modelo de negócio, por isso precisa de pessoas adaptáveis, críticas, autodidatas, objetivas e focadas em resultados.

Em meio à tantas incertezas, as atitudes são mais importantes do que técnicas e diplomas uma vez que muitas vezes estes conhecimentos podem ser facilmente aprendidos por pessoas com o mindset correto.

Lean Startup ou Startup Enxuta aplicada, não na estante!

Toda a gestão da Startup é focada em ser enxutaágil e voltada a dados. As decisões são sempre tomadas com base em dados e aplicadas de forma que não se desperdicem recursos financeiros, humanos e tempo.
Além disso a “estrutura organizacional” é em forma de rede em vez de departamentos com níveis de hierarquias, as equipes são temporárias, não existem papéis ou liderança fixa.

Para realizar entregas rápidas e efetivas de algum novo projeto, teste ou sprint, são formados grupos temporários com pessoas mais adequadas que irão conseguir realizar este entrega, é o que chamamos de squads.

Por isso muitas vezes o gestor destas entregas nem sempre são os “C-level”, por exemplo, se a entrega for a melhoria da experiência do usuário na plataforma da Startup, o gestor responsável por este projeto provavelmente será o Designer da Startup, não o CTO e não necessáriamente participará toda a equipe técnica, serão somente as pessoas chaves para esta entrega, além de entrar pessoas de outras áreas, por exemplo, alguém do marketing e de finanças para dar a visão sobre suas especialidades no desenvolvimento do projeto.

E aí, se identificou com o Startup Thinking?

Estes foram alguns dos muitos exemplos de como empreendedores de Startups precisa agir e pensar para conseguir ser bem sucedidos.

Por conta dessa visão inovadora e focada em resultados que dizemos que a Startup é o modelo mais sofisticado de inovação que temos hoje, por isso mesmo pessoas que não querem ter Startups mas querem inovar é muito importante entender deste mundo.

Veja também:

Série Validação | Parte 1: O jeito certo de começar uma Startup

Série Validação | Parte 3: Como começar?

Jornada do empreendedor de startup

Glossário:

Startup Thinking: Pensamento de Startup, mentalidade de Startup.

Valuation: termo em inglês que significa “Avaliação de Empresas”, é a forma de estimar o valor de uma empresa.

Mindset: mentalidade, modelo mental, forma de pensar.

Hard Skill: São as competências técnicas, habilidades tangíveis e aprendidas em salas de aulas, livros, pesquisas, etc.

Soft Skill: São as competências subjetivas, é a atitude, pensamento crítico, capacidade de auto reflexão, abstração, autodidatismo, etc.

C-Level: São os níveis “C” das empresas, esta letra se dá por conta da primeira letra das siglas. Exemplo: CEO – Chief Executive Officer, este é como se fosse o presidente da empresa; CTO – Chief Technology Officer, é o gerente ou diretor de tecnologia

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