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4 passos para ter um negócio inovador usando o job to be done

Alô empreendedores. Voltei! 

Cumprindo mais uma promessa, que é aprofundar sobre os 4 passos para começar a inovar usando o  job to be done, que eu citei no post inicial sobre o tema.

Se ainda não leu, é só clicar aqui! Lá eu citei 4 passo práticos para fazer para fazer esse processo funcionar para você.

1 – Descubra uma demanda de um grupo de pessoas, algo que eles realmente queiram. Esse é nosso querido “Needs First”!
2 – Descubra como ele já resolve isso hoje, se é que ele resolve de alguma forma.
3 – Pense em como resolver isso pelo menos 10 vezes melhor do que a forma que ele faz hoje. E essa medição em 10 vezes é pelo Job to be Done!
4 – Venda para ele, por um preço igual ou mais caro do que ele paga hoje.

Então nesse post eu vou aprofundar cada um desses 4 pontos.

Needs First

Já temos post sobre o tema em nossa série de post sobre validação 

Mas aqui vamos tocar em um ponto importante, que estamos falando bastante por aqui: Pesquisa exploratória.

Esqueça as ideias da sua cabeça, vá procurar um problema para resolver, e achar os padrões. 

Quando digo ideia, estou me referindo a uma espécie de modelo onde você já tem a seguinte relação definida: PROBLEMA > PÚBLICO > SOLUÇÃO. Mesmo que você não conceitue assim, pare para pensar um pouco e verá que todas as ideias de startup são uma explicação básica sobre isso. 

O sempre indicamos é eliminar a parte da solução do processo e escolher PROBLEMA ou PÚBLICO, se tiver ideia de solução terá que ignorá-la temporariamente, e escolher uma opção para iniciar sua pesquisa exploratória:

  1. Começar pelo público e achar o problema que ele tem.
    ou
  2. Achar um problema e ver qual público tem esse problema

Essa é a base da execução do Needs First aqui.

Descubra seu público resolve esse problema hoje!

Depois que sabemos qual problema resolver e de quem, precisamos aprofundar um pouco mais na relação que ele tem com o problema. 

Minha dica nessa etapa, é segurar um pouco as emoções, parar de pensar solução para entender o processo direito. Precisa ser uma solução na ótica do cliente, lembra?

Seu cliente em potencial está resolvendo seu problema de alguma forma. Mesmo que seja uma solução ineficiente ou menos sofisticada. O ponto é, se ele por acaso não estiver resolvendo seu problema de alguma forma agora, ele não será um cliente seu, pois esse problema não está doendo o suficiente para ele pagar por uma solução.

Em uma boa segmentação para mercado inicial, precisamo buscar os primeiro adotante, que serão seus primeiros clientes, eles são chamados de early adopter, e tem as seguintes características:

– Ter o problema
– Saber que tem o problema
– Estar procurando uma solução.

É nesse perfil que você precisa iniciar sua pesquisa exploratório, e entender de verdade o que acontece com ele, e o que ele realmente quer fazer que não consegue.

Esse é o caminho para a demanda não atendida a ser descoberta… A matéria prima para a inovação acontecer! 

Ser 10 vezes melhor!

Aqui está a razão de a inovação ser uma opção viável de solução.

Não adianta você construir uma solução meramente um pouco melhor do que os clientes já estão acostumados. Tem que ser muito melhor para valer a pena na percepção dele trocar o hábito que ela já tem. E para isso usamos o parâmetro 10 vezes melhor. 

É uma forma de medir o quão melhor é a utilidade pela ótica do cliente. Então usamos o job to be done como referência. Sendo assim, temos um conceito de desempenho exponencialmente superior. Algo que se espera de uma inovação.

Hora de vender! 

Vender é a única forma real de validar uma inovação. Assim sabemos se existe demanda, se a persona a qual a solução está endereçada está correta, se o motivo do consumo é o job correto…

Na real, a venda tangibiliza algo que surgiu, ou de um insight da nossa cabeça ou de pesquisa exploratória, que de fato agrega valor para alguém. 

Porém, aqui precisamos verificar o quanto de valor realmente agregamos. E sim, meus amigos, a inovação tem um valor, precisamos cobrar por isso. Ou você acha que algo 10 vezes melhor não teria? 

Por exemplo, imagine que você desenvolveu uma solução tecnológica, diferente da forma que o seu cliente trabalhava anteriormente, mas trás uma economia de 10 vezes no custo que ele tinha. 

Será que alguém que tem uma economia de 10 vezes, se incomoda com um preço 50 ou até 100% acima do seu concorrente? Provavelmente não. 

Então é um bom teste vender para um valor igual ou superior, a sua inovação, para ver que o seu cliente compra essa valor de ser 10 vezes superior, e não o seu produto. Sendo assim fica clara a relação custo-benefício na mente do consumidor. 

Mão na massa!

 

Valide, e siga esses passos. Quero saber quem conseguiu seguir, e que resultados teve com essas dicas. 

Não adianta só ficar pensando muito. Inovação é aprendizado na prática.

Espero ter ajudado. 

Boas validações a todos! 

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