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5G: o que podemos esperar dessa tecnologia no Brasil.

Estamos entrando em uma fase importante do lançamento do 5G. Tanto que as maiores operadoras de telefonia no Brasil começaram, em julho, os testes da quinta geração de telefonia móvel para o uso nos smartphones.

Para começar, como o leilão do espaço de espectro destinado exclusivamente ao 5G (a faixa de 3,5GHz) só deve acontecer no ano que vem, inicialmente serão compartilhadas as faixas de transmissão já utilizadas pelas gerações anteriores (3G e do 4G).

Ou seja, nesta etapa ainda não poderemos usar o 5G com todo seu potencial. Apesar disso, operadoras como a Claro já prometem conexões até 12 vezes mais rápidas que as obtidas com 4G já com o 5G DSS.

E o que vai mudar no seu do celular? Em primeiro lugar, esqueça o aparelho que você carrega no bolso. Será preciso comprar um novo smartphone compatível com o 5G.

Felizmente já estão sendo lançados no mercado mundial chipsets (o “cérebro” do smartphone) 5G com preços competitivos, com o objetivo de democratizar o acesso também a essa tecnologia, o que permitirá baixar também os preços dos smartphones com tecnologia de quinta geração, inclusive no Brasil.

Já vimos isso anteriormente com o 3G, 4G e agora esperamos que o mesmo aconteça com o 5G.

Como estamos apenas começando esse processo, esperamos que o número de parelhos disponíveis aumente gradualmente após a definição de bandas de frequências, operadoras e visibilidade sobre a disponibilização de serviços.

Velocidade

Com esse novo padrão são estimadas velocidades de conexão e download de dados que superam 1 Gb/s.  Já a latência (que é o tempo que leva entre o usuário executar um comando e essa ação ser identificado pela rede e colocado em prática) pode ser até dez vezes menor.

O 5G tende a ser um divisor de águas dentro das tecnologias de transmissão de equipamentos móveis e irá atingir uma série de outras áreas e usos, que não somente os smartphones, mas também em equipamentos como os notebooks.

IoT

O 5G também será muito importante para a chamada IoT. Segundo um estudo da Juniper Research o número total de conexões de Internet das Coisas passará de 35 bilhões em 2020 para 83 bilhões em 2024.

Sabemos que a rede 4G não tem capacidade de suportar o volume crescente de equipamentos em movimento conectados à Internet das Coisas.

O grande volume de dispositivos conectados à Internet é de extrema importância para a criação das cidades inteligentes, onde bilhões de sensores espalhados pelas ruas captam informações utilizadas no melhor gerenciamento das cidades.

Há ainda um longo caminho até a popularização do 5G e para que seus benefícios cheguem em larga escala ao Brasil. Mas seu futuro é certo; e as mudanças com a chegada de novos serviços e aplicações extremamente promissor.

Fonte: Canaltech

 

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